Metrô firma parceria com PM para fazer a segurança em estações e entorno

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL.- 23.06.2022 - Plataforma da linha Azul do Metro da estação Republica - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress,Cotidiano)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL.- 23.06.2022 - Plataforma da linha Azul do Metro da estação Republica - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress,Cotidiano)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar e o Metrô estabelecem parceria para reforçar a segurança dentro das estações e no entorno. Segundo os responsáveis, o trabalho dos policiais se dará por meio da Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar). Trata-se do "bico oficial", bastante usado em operações delegadas em áreas de comércio popular, por exemplo.

Em nota divulgada nesta terça-feira (6), o Metrô afirmou que a parceria já foi estabelecida no transporte sobre trilhos com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A parceria entre PM e CPTM teve início em janeiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, quando 445 vagas foram abertas para que policiais cuidassem, à época, de 28 das 94 estações.

Nas últimas semanas, metroviários têm apontado a ocorrência de uma série de crimes praticados dentro das estações do Metrô, citando a redução no número de funcionários como um dos motivos para a ação dos criminosos.

Segundo metroviários, ladrões têm roubado celulares de passageiros nas plataformas das estações. Um grupo formado por cinco criminosos teria, por exemplo, apontado arma de fogo e tomado o telefone de uma passageira na estação Liberdade, da linha 1-azul, no início desta semana.

Existe a suspeita de que os mesmos bandidos tenham praticado crime semelhante nas estações Tatuapé, da linha 3-vermelha, Conceição e Santana, ambas na linha 1-azul.

Também há relatos de agressões contra funcionários da companhia. Em um dos casos, um metroviário foi esfaqueado na estação São Bento, da linha 1-azul, após abordar um passageiro que insistia em cruzar a catraca fumando um cigarro, o que é proibido.

Coordenadora geral do Sindicato dos Metroviários e eleita para a presidência da entidade (tomará posse em 6 de novembro), Camila Lisboa afirma que, quando se perde funcionários, os problemas começam a aparecer.

A sindicalista também critica a parceria entre a PM e o Metrô. "A gente acha totalmente errado ter PMs armados dentro do metrô. O que a gente precisa é de mais agentes de segurança concursados", afirma.

Segundo Camila, a presença dos agentes de segurança da própria companhia já foi provada na prática como uma solução. "O metrô sempre foi um local seguro", diz. No Twitter, a coordenadora do sindicato disse que a adoção de policiais de folga dentro das estações é uma "gambiarra".