'Meu filho foi assassinado', diz mãe de jovem morto em baile de Paraisópolis

LAÍSSA BARROS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os parentes do estudante Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos, contestam a versão de que o jovem tenha morrido pisoteado durante ação da PM no baile funk, em Paraisópolis. 

Segundo eles, o corpo do jovem não tinha sinais de pisões, nem a roupa tinha marcas de sapatos. 

Denys Henrique Quirino da Silva, 16, um dos jovens mortos na confusão no baile funk em Paraisópolis Arquivo pessoal        "Depois de ter visto o corpo do meu filho, tenho certeza de que ele foi assassinado. Meu filho não foi pisoteado. O rosto dele está intacto. Foi a primeira vez que ele foi a esse baile. Foi a viagem para a morte", disse Maria Cristina Silva, mãe do jovem, após reconhecer o corpo do filho no IML, neste domingo (1º).

Denys morava em Pirituba (zona norte de SP) com a família. Estudava e trabalhava com limpeza de estofados e sofás. 

"Meu irmão não era um criminoso. Ele trabalhava, estudava e também gostava de funk. Quem morreu ali foi inocente. Não tinham 5.000 criminosos ali", disse  Danylo Quirino, irmão de Denys. 

Outra vítima foi Gustavo Cruz Xavier, 14 anos, que morava com a família no Capão Redondo (zona sul de SP). Segundo o padrinho, Roberto Oliveira, a família teria dito ao jovem para não

ir ao baile, pois temia por sua segurança.

Ainda na tarde de ontem, o Agora conseguiu confirmar entre as vítimas Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos, de Mogi das Cruzes (Grande SP), Eduardo da Silva, 21, de Carapicuíba (Grande SP), e Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16. A família de outra vítima fatal, Matheus dos Santos Costa, 23 anos, não havia sido localizada até a noite de ontem.

A polícia não confirmou o nome das vítimas até a conclusão desta edição.