'Meu filho não jogará futebol por conta do racismo', diz Yaya Touré

Yayá Touré teve grande passagem pelo Manchester City

Consagrado por Barcelona e Manchester City, o marfinense Yaya Touré fez duras críticas aos recorrentes episódios de racismo no futebol. Aos 36 anos e aposentado, o ex-jogador do Qingdao Huanghai, da China, desaconselhou seu filho de praticar o esporte por temer casos de racismo no futuro.

— Meu filho quer jogar futebol e se tornar um profissional, mas eu disse para ele: Não, não pode fazer isso. Sou sensível a respeito disso, porque o racismo é algo que me machuca a todo tempo, mas tenho que aceitá-lo. Por isso, me neguei a deixá-lo jogar — explicou o ex-jogador ao jornal francês L'Equipe.

Na entrevista, o Touré mencionou a vontade de trabalhar em parceria com a Fifa no combate ao racismo no futebol, apoiando a livre experessão dos jogadores. O marfinense acredita que o racismo é um problema que parece sem solução.

— As pessoas dizem que precisam ser educados, mas é diferente. Não é integração, é algo diferente — encerrou.