Miami dará vacina contra Covid em aeroporto, e Nova York planeja oferecê-la a turistas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O aeroporto internacional de Miami começará a oferecer vacinas contra a Covid-19 na segunda-feira (10). Poderão ser imunizados funcionários do local e viajantes que vivem ou trabalham no estado da Flórida.

A imunização ocorrerá em dois pontos do aeroporto, entre os dias 10 e 14 de maio, 1º e 4 de junho e em 7 de junho, das 8h às 16h. Lá, os postos no local oferecerão vacinas da farmacêutica Pfizer, aplicada em duas doses. Nos EUA, a segunda injeção deve ser tomada 21 dias após a primeira.

Cada estado determina as regras para a aplicação do imunizante. Na Flórida, as doses da vacina estão disponíveis para todos os residentes e trabalhadores locais com mais de 16 anos. Os postos de aplicação não exigem a apresentação de um comprovante de residência no Estado e é preciso levar apenas um documento com foto, que pode ser o passaporte.

Em Nova York, a prefeitura anunciou, nesta quinta (6), planos para oferecer o imunizante a turistas em pontos icônicos da cidade, como o Central Park e a Times Square. As injeções deverão ser dadas em vans posicionadas nesses locais, que oferecerão o fármaco da Janssen, de apenas uma dose.

"Venha para cá, é seguro, é um lugar bom para estar, e nós vamos cuidar de você", disse o prefeito da metrópole, o democrata Bill de Blasio, ao anunciar o projeto.

O plano ainda não tem data para entrar em vigor, pois depende de autorização do estado de Nova York. Pelas regras atuais, apenas residentes e trabalhadores locais podem ser imunizados.

Ambas as cidades americanas querem acelerar a volta dos turistas. Em 2019, Nova York recebeu 66,6 milhões de viajantes. A expectativa do órgão de turismo da cidade é a de que 36,4 milhões de pessoas visitem a metrópole em 2021 e que o turismo só volte ao nível pré-pandemia em 2024.

Até esta quinta-feira (6), os EUA já haviam aplicado ao menos uma dose da vacina em 149,4 milhões de pessoas (45% da população), e 108,9 milhões (32% do total) já estão plenamente vacinados. O país começou a imunização contra a Covid em dezembro.

No Brasil, que iniciou sua campanha de vacinação em janeiro, 34,2 milhões (21% dos adultos) tomaram a primeira dose, e 17,3 milhões (10,7% dos adultos) tomaram a segunda.

Desde maio de 2020, os Estados Unidos vetam a entrada de viajantes que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias. Há exceções para os portadores de green cards (residência permanente nos EUA), cônjuges, filhos e irmãos de americanos residentes no país e para estrangeiros que viajem a convite do governo americano, além de integrantes de tripulação aérea.

No fim de abril, o governo americano abriu exceções para autorizar a entrada de algumas categorias de estudantes e jornalistas brasileiros. A emissão regular de vistos na embaixada e nos consulados dos EUA no Brasil está suspensa desde o ano passado, sem previsão de retorno.

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