Mianmar diz que execuções de ativistas foram "justiça pelo povo", críticas crescem

Combinação de fotos de Kyaw Min Yu, também conhecido como Ko Jimmy, e Phyo Zeyar Thaw, dois dos quatro ativistas pela democracia executados pela junta militar que governa Mianmar

(Reuters) - O Exército do Mianmar, que atualmente governa o país, defendeu nesta terça-feira a execução de quatro ativistas pela democracia como "justiça para o povo", rechaçando uma enxurrada de críticas internacionais, inclusive de seus vizinhos próximos.

O Exército, que tomou o poder em um golpe ano passado, anunciou na segunda-feira que havia executado os ativistas por terem auxiliado "atos de terror" de um movimento de resistência civil. Foram as primeiras execuções no Mianmar em décadas.

O porta-voz da junta militar, Zaw Min Tua, disse que os homens passaram pelo devido processo legal e insistiu que os executados não eram ativistas democráticos, mas assassinos que mereceram a punição.

"Foi justiça pelo povo. Esses criminosos tiveram a chance de se defender", disse, em uma entrevista coletiva de rotina veiculada pela televisão.

"Eu sabia que geraria críticas, mas foi feito em nome da Justiça. Não foi pessoal."

Notícias sobre as execuções geraram revolta internacional, com Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, União Europeia e Organização das Nações Unidas (ONU) liderando um coro de condenações acusando a junta de crueldade.

Os vizinhos da Mianmar no Sudeste Asiático emitiram uma rara e contundente censura ao Exército na terça-feira, chamando as execuções de "altamente repreensíveis" e destrutivas às tentativas regionais de aliviar a crise.

(Reportagem da equipe da Reuters)

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