Michelle Bolsonaro fala sobre estado do Alvorada após Janja apontar descuido

A mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro, publicou uma sequência de stories em sua conta no Instagram, neste domingo, sobre a situação do Palácio do Alvorada após a saída de seu marido do prédio. O pronunciamento de Michelle acontece após a atual primeira-dama Rosângela Lula da Silva, mais conhecida como Janja, mostrar problemas de conservação no local. Nesta quinta-feira, a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu as portas do palácio para a imprensa ver de perto a situação.

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Em seu perfil na rede social, a ex-primeira dama alegou que o edifício foi preservado durante o mandato de Bolsonaro, e que a estrutura foi respeitada por se tratar de um "patrimônio público tombado". Apesar disso, dentre os danos apontados por Janja há, por exemplo, infiltrações, janelas quebradas, mesas danificadas, rasgaduras em tapetes e sofás rasgados.

Nas publicações, ela também alfinetou o presidente Lula, citando a reforma do Alvorada, concluída em 2006, durante o primeiro mandato do petista. A obra em questão, apontada por Michelle, custou R$ 18 milhões e foi custeada por 20 empresários ligados a Associação Brasileira de Indústria de Base. Já reforma da capela do Palácio ficou a cargo do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), e ficou em R$ 250 mil à época.

— Durante o mandato do meu marido, preservamos o Palácio da Alvorada respeitando a estrutura que é patrimônio tombado e também o dinheiro do povo brasileiro. É de conhecimento público que em 2006 o local passou por uma reforma avaliada em aproximadamente R$ 18.000.000 (dezoito milhões de reais) onde foram executadas algumas mordomias como jacuzzis com hidromassagem, pela empresa "Odebrech" — escreveu ela em referência à antiga Odebrecht, agora chamada Novonor.

Ela também destacou que os móveis usados pela família durante o tempo em que Bolsonaro ficou no poder foram levados do Rio de Janeiro, onde a família morava antes de o ex-presidente tomar posse, para Brasília.

— Prezando sempre o respeito pelo nosso contribuinte, trouxemos nossos móveis do Rio de Janeiro e reutilizamos panelas, talheres, copos, toalhas, lençóis etc... que já pertenciam a residência — complementou.

— A infiltração no teto do salão de Estado foi consertada. Contudo, com as chuvas recentes infiltrou novamente, e o conserto demanda um tratamento especial na manta que está sobre a laje. Temos manutenções semanais e quinzenais em todo Alvorada, desde os ares condicionados e maquinários que dão problema no dia a dia e para cada área tem uma empresa terceirizada específica para solucionar tal problema — relatou.