Microsoft responsabiliza Rússia por 58% dos ciberataques no último ano

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A person dressed as an internet hacker is seen with binary code displayed on a laptop screen in this illustration photo taken in Krakow, Poland on August 17, 2021. (Photo by Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)
  • Rússia é responsável por mais da metade dos ataques cibernéticos, com sucesso em ⅓ no último ano.

  • Maiores alvos são nações adversárias, como Estados Unidos e Ucrânia, país que atualmente travam guerra.

  • China aparece com apenas 8% das tentativas de ataque, mas com grande eficácia, 44%.

A Microsoft divulgou através de seu relatório anual, Microsoft Digital Defense Report, que a Rússia é responsável por 58% dos ciberataques financiados por Estados no ano passado.

Em seu relatório, cuja análise vai de julho de 2020 até junho deste ano, a empresa de informática afirma que os principais alvos dos russos foram agências do governo e centros de estudos americanos, seguidos pela Ucrânia, Reino Unido e outros membros da Otan.

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Os hackers estariam em busca de informações e relatórios governamentais sobre as sanções que o país enfrenta e outras políticas relacionadas à Rússia, além de buscar novas brechas nos protocolos de segurança americanos.

Ciberataques entre nações

Normalmente, os ciberataques estatais costumam ser tolerados pelas nações, pois seus objetivos se concentram na coleta de informações. No entanto, o relatório aponta um aumento nos ciberataques de ransomware, onde o computador da vítima é sequestrado por um vírus e fica inoperante até o pagamento de um resgate.

Em relação ao ano anterior, o informe da Microsoft aponta que o ataque russo à empresa SolarWinds, que demorou para ser detectado, capacitou os hackers russos a conseguirem 32% de eficácia em suas investidas.

Ao passo que o histórico russo de ataques cibernéticos é bem conhecido, o relatório aponta como outras nações agiram no período. A Coreia do Norte aparece como segunda colocada, com 23% dos ataques tendo origem no país. A China, por sua vez, aparece como fonte de 8% dos ataques, menos de 10% do total, porém a eficácia dos hackers chineses é de 44%. 

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