Miguel Falabella comenta comparação entre Paulo Guedes e Caco Antibes: 'Vergonha para o ministro'

Luiza Barros
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, e, à direita, Miguel Falabella como o personagem Caco Antibes, de 'Sai de Baixo'

RIO - Miguel Falabella comentou a comparação entre Paulo Guedes e Caco Antibes, um de seus papéis mais marcantes na televisão. Para o ator e diretor, é "lamentável" que uma declaração de um ministro faça lembrar o marido de Magda em "Sai de baixo", famoso por dizer que "tem horror a pobre".

— Caco Antibes é um personagem psicótico da ficção, que representa o que há de pior na elite brasielira. Ser comparado a ele deveria ser uma vergonha pro ministro. Uma vergonha — afirmou Falabella.

A capa do EXTRA desta quinta-feira repercutiu o assunto, que foi destaque na última quarta-feira. O ministro da Economia defendeu em um evento em Brasília que o dólar alto era bom para o país. Durante sua argumentação, ele afirmou que antes, com a moeda baixa, era uma "festa danada" e que empregadas domésticas estavam visitando a Disney e que, ao invés disso, deveriam fazer turismo no Brasil.

— Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver — disse.

Dólar nas alturas

Na quarta-feira, o dólar bateu o quarto recorde consecutivo em relação ao real. A moeda americana encerrou o dia vendida a R$ 4,3505, em alta de 0,55%. Nesta quinta-feira, após o Banco Central (BC) anunciar leilão de câmbio, a divisa dos EUA passou a cair. Agora, recua 0,55%, aos R$ 4,326. O Ibovespa (índice de referência da B3) cai 1,17%, aos 115.307 pontos.

No mês, o dólar acumula valorização de 1,53%. No ano, 8,5%. Analistas avaliam que cotação do dólar pode chegar a R$ 4,45, devido a um conjunto de fatores: redução dos juros básicos no Brasil (para 4,25%), uma agenda de reformas ainda incerta e os temores sobre o avanço do coronavírus.