Milícia curdo-síria confirma 20 mortos e 18 feridos em ataque contra sua sede

Cairo, 25 abr (EFE).- A principal milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), confirmou nesta terça-feira que 20 integrantes morreram, entre eles mulheres, e 18 ficaram feridos pelo bombardeio turco contra o quartel de seu comando geral.

Em comunicado, o porta-voz das YPG, Ridor Khalil, informou que três dos feridos se encontram em estado grave. O ataque ocasionou "grandes destruições" na base do comando geral e em propriedades privadas próximas na região de Karachot, no norte da Síria e perto da fronteira com o Iraque.

Anteriormente, o Observatório Sírio de Direitos Humanos havia informado sobre 18 mortos pelo bombardeio, entre eles 15 milicianos das YPG e três ativistas curdo-sírios.

O ataque ocorreu por volta das 2h (hora local; 20h de segunda-feira em Brasília) e teve como alvo não só o quartel das YPG, mas também uma emissora de rádio e um centro de comunicações da milícia.

O líder curdo-sírio Saleh Muslim, presidente do Partido da União Democrática (PYD, braço político das YPG), afirmou que "a Turquia quer ajudar o Estado Islâmico (EI)" com estes bombardeios, em declarações telefônicas à Agência Efe.

"Os turcos são contra a guerra contra o EI e nos atacaram em Derik e Sinyar para evitar que nós os derrotássemos", declarou Muslim.

O Estado-Maior do Exército da Turquia anunciou em comunicado que sua força aérea bombardeou alvos das YPG e do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Iraque.

O Ministério do Exército Peshmerga (forças curdo-iraquianas) detalhou em uma nota que cinco de seus efetivos morreram e nove ficaram feridos por bombardeios turcos na região de Sinyar.

As YPG são apoiadas pelos Estados Unidos e outros países em sua luta contra o EI na Síria, mas Ancara as considera "extensões do PKK" e, portanto, uma organização terrorista. EFE