Milícias estariam lavando dinheiro em empresas legais no Rio

Vera Araújo
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Gabriel de Paiva / Gabriel de Paiva/23-12-2020

RIO — Empresas regularizadas e em dia com o pagamento de impostos estão sendo usadas por milícias para lavar o dinheiro obtido com a cobrança de taxas de proteção e a exploração de atividades ilegais no Rio. O Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) da Polícia Civil já identificou algumas dessas firmas. Para não prejudicar os consumidores, os agentes pretendem adotar uma estratégia diferente. Será pedido à Justiça que um administrador judicial assuma os negócios, evitando o fechamento, e que o lucro seja usado para aparelhar a polícia. Os grupos paramilitares costumam atuar fortemente no fornecimento de sinal de internet, cuja busca cresceu muito na pandemia.

Em 40 grandes operações policiais contra a milícia nos dois últimos meses, a Polícia Civil calcula que deu um prejuízo de R$ 800 milhões às quadrilhas. O governador em exercício Cláudio Castro afirmou que o combate a essas organizações é sua prioridade:

— A estratégia da Polícia Civil é prender essas quadrilhas e que elas sejam asfixiadas financeiramente, visando a coibir todas as práticas de entrada de dinheiro. A única força que pode existir é a do Estado.