Milhares de britânicos protestam contra o aumento do custo de vida no Reino Unido

Decorreu uma manifestação em Londres contra o aumento do custo de vida no Reino Unido. mO protesto foi organizado pelo Congresso da União de Sindicatos (TUC, na sigla anglófona) e juntou milhares de pessoas nas ruas da capital britânica.

Boris Johnson, um dos maiores rostos do Brexit, esteve no alvo dos manifestantes. O primeiro-ministro tem sido muito criticado por não estar a conseguir contrariar o agravamento da crise.

Os manifestantes exigem um "aumento decente dos salários dos funcionários públicos" e um limite mínimo de de 15 libras à hora de salário mínimo (17,5 euros/hora).

A manifestação aconteceu no mesmo dia que o jornal The Guardian tinha como manchete da versão impressa do jornal um "enorme corte" no financiamento de "escolas, piscinas e bibliotecas" devido a buraco de 1,7 mil milhões de libras (quase 2 mil milhões de euros) encontrados nas contas dos governos regionais britânicos.

O buraco terá sido provocado pela fulminante inflação e pelo aumento dos preços da energia, que terá obrigado os autarcas a pagar as contas com recurso ao orçamento previsto para outros planos municipais.

De acordo com o jornal, as autoridades locais já terão solicitado ao governo central financiamento extra para enfrentarem o agravamento acentuado das despesas.

Inevitável, além do corte nos investimentos planeados, parece ser também a imposição de um novo imposto municipal no próximo ano.

As medidas noticiadas pelo Guardian, a confirmarem-se, irão inflamar ainda mais o descontentamento dos britânicos, que, devido à pandemia e agora aos efeitos da guerra na Ucrânia, ainda não sentiram devidamente o impacto da saída da União Europeia.

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