Milhares de civis fogem da violência entre o Exército e rebeldes no oeste de Mianmar

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Manifestantes birmaneses contra o golpe de Estado militar, em 15 de maio de 2021, em Dawei

Os habitantes da região de Mindat, no oeste de Mianmar, denunciaram nesta quarta-feira (19) que estão há dias presos nos combates entre o Exército e os rebeldes que já deixaram milhares de deslocados, segundo a ONU.

Mindat, nas montanhas do estado de Chin, na fronteira com a Índia e Bangladesh, tem sido palco de confrontos entre o Exército e uma milícia insurgente, chamada Força de Defesa de Chinland (CDF).

Os militares, para levar os insurgentes à fuga, atacaram a cidade com artilharia e cortaram o abastecimento de água, segundo um porta-voz da CDF.

"Milhares" de moradores fugiram, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Outros, principalmente crianças e idosos, foram forçados a ficar e lutar para encontrar comida e água.

"Dependemos do governo para o abastecimento de água. Se quisermos cozinhar, temos que parar de nos lavar", disse um morador à AFP.

Manifestações, greves e aumento da tensão entre os militares e grupos étnicos têm atormentado Mianmar desde o golpe militar de 1º de fevereiro, que depôs o governo de Aung San Suu Kyi.

Desde então, mais de 800 civis foram mortos em confrontos com as forças de segurança, e os detratores da junta montaram milícias locais armadas de forma precária para proteger suas aldeias.

De acordo com o OCHA, há "civis mortos e feridos", mas o acesso do pessoal humanitário aos "civis em fuga e aqueles que permaneceram em casa é difícil devido à insegurança".

No norte e no leste, dezenas de milhares de pessoas fugiram devido aos combates desde meados de março.

O conselho tomou o poder alegando irregularidades nas eleições legislativas de novembro de 2020, nas quais o partido de Aung San Suu Kyi ganhou amplamente.

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