Governo britânico encarrega produção dos primeiros passaportes pós "Brexit"

Londres, 2 abr (EFE).- O governo do Reino Unido encarregou a produção de um novo passaporte nacional que entrará em vigor em 2019, assim que o país deixar a União Europeia (UE), confirmou neste domingo um porta-voz oficial.

A fonte explicou que o passaporte britânico "é redesenhado de forma rotineira a cada cinco anos para evitar falsificações", e o contrato vigente termina em 2019, por isso que foi iniciado o processo para elaborar o próximo documento.

"Lançamos o concurso agora para assegurar que haja tempo suficiente de desenhar e produzir os passaportes a partir de 2019, quando expira o atual contrato", manifestou o porta-voz, que precisou que o governo investirá em sua elaboração 490 milhões de libras (576 milhões de euros).

A fonte disse que "ainda não foi estabelecido" um calendário para que os britânicos adotem o novo passaporte uma vez que o Reino Unido tenha saído da UE, algo que deve acontecer em 29 de março de 2019.

Embora o porta-voz tenha afirmado que ainda não foi decidida a cor do futuro documento, vários deputados conservadores pediram que seja azul escuro, como os passaportes britânicos antes do país adotar a cor grená da União Europeia.

O deputado "tory" Andrew Rosindell disse que o passaporte comunitário foi "uma fonte de humilhação nacional", e pediu que seja restituído o azul escuro como "clara declaração ao mundo de que o Reino Unido retornou".

Seu correligionário Michael Fabricant expressou esperança de que, quando tiver que renovar o passaporte depois do "Brexit", o próximo "seja azul marinho".

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, declarou por sua vez que "a verdadeira fonte de humilhação é um governo que se preocupa com a cor do passaporte enquanto há em andamento uma crise de atenção social e da saúde pública".

O líder liberal-democrata, Tim Farron, disse que "mudar a cor do passaporte é outra despesa da crescente lista de custos do 'Brexit". EFE

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