Milhares de manifestantes pedem ao rei da Tailândia para iniciar diálogo

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A polícia usa canhões de água para dispersar os manifestantes pró-democracia em Bangcoc, em 8 de novembro de 2020
A polícia usa canhões de água para dispersar os manifestantes pró-democracia em Bangcoc, em 8 de novembro de 2020

Milhares de manifestantes marcharam neste domingo (8) pelas ruas de Bangcoc para exigir a renúncia do primeiro-ministro e pedir ao rei que inicie o diálogo sobre uma reforma da poderosa e rica monarquia.

"Não queremos derrubar a realeza, queremos adaptá-la à sociedade", lançou um estudante, enquanto os manifestantes carregavam um caixão de papelão em tamanho real com uma boneca representando o chefe de governo, Prayut Chan O Cha, com a frase "Vá para o inferno".

Os manifestantes queriam chegar ao Grande Palácio de Bangcoc, mas as autoridades avisaram que o acesso seria negado.

A polícia de choque usou canhões de água para dispersar as pessoas que chegaram muito perto do Palácio.

Os manifestantes, que protestam desde o verão boreal, exigem a renúncia de Prayut Chan O Cha, que assumiu o poder depois de um golpe em 2014 e foi legitimado por polêmicas eleições no ano passado.

Também pedem a abolição da lei de lesa majestade que pune com até 15 anos de prisão qualquer difamação ou insulto ao rei, e exigem o controle da fortuna real e a não interferência do soberano nos assuntos políticos. 

Rei desde 2016 após a morte de seu pai, o venerado rei Bhumibol, Maha Vajiralongkorn é uma personalidade controversa. Em apenas alguns anos, ele fortaleceu seus poderes assumindo diretamente o controle da fortuna real, e suas frequentes estadas na Europa, em meio a uma recessão após a pandemia do coronavírus, também causaram comoção.

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