Milhares de poloneses vão à marcha da extrema direita pelo Dia da Independência

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Praça do centro de Varsóvia é coberta de fumaça vermelha e branca, as cores da bandeira nacional (AFP/Adam Chelstowski)

Milhares de manifestantes com bandeiras polonesas invadiram o centro de Varsóvia, nesta quinta-feira (11), para a marcha anual do Dia da Independência organizada pela extrema direita, com o apoio do governo nacionalista.

A grande praça central da capital, sobre a qual ressoavam canções patrióticas, estava coberta de fumaça vermelha e branca - as cores nacionais -, enquanto fogos de artifício eram lançados desde o início do desfile.

Um grande dispositivo policial foi mobilizado no centro da capital para proteger a marcha, com veículos blindados, barreiras e agentes armados. Com frequência, esta manifestação leva a confrontos.

O prefeito de Varsóvia, o liberal Rafal Trzaskowski, tentou proibir a marcha este ano, mais uma vez, graças a decisões judiciais que deram-lhe razão. No último minuto, porém, o governo decretou este desfile como uma "manifestação de Estado".

Além do tradicional "Deus, Honra e Pátria", o slogan da marcha é "a independência não está à venda", em um momento de tensão entre Polônia e União Europeia (UE).

Varsóvia e o bloco se enfrentam pelas polêmicas reformas judiciais adotadas pelo partido da situação, Lei e Justiça (PiS). Nesse embate, estão em jogo bilhões de dólares previstos para este país no âmbito dos fundos europeus de reativação pela pandemia da covid-19.

Bruxelas ainda não aprovou seu pagamento, devido à queda de braço com o governo polonês sobre o respeito do Estado de Direito.

A Polônia recuperou sua independência com o armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918, após 123 anos de divisão e ocupação por parte da Rússia czarista, da Prússia e do Império Austro-Húngaro.

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