Milhares se manifestam contra a violência armada em Washington, nos EUA

Por Joseph Ax e Ted Hesson

WASHINGTON (Reuters) - Dezenas de milhares de manifestantes devem protestar em Washington e em outras cidadades dos Estados Unidos neste sábado, pedindo a parlamentares que aprovem legislação para conter a violência armada após o massacre do mês passado em uma escola primária do Texas.

O March for Our Lives (MFOL), grupo fundado por estudantes sobreviventes do massacre de 2018 em uma escola secundária de Parkland, Flórida, disse que planejou mais de 450 manifestações para sábado, inclusive em Nova York, Los Angeles e Chicago.

A marcha da organização em 2018 em Washington, semanas depois de 17 pessoas serem mortas na Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, levou centenas de milhares de pessoas à capital do país para pressionar o Congresso a tomar medidas legislativas, embora a oposição republicana tenha impedido quaisquer novos limites para armas no Senado dos EUA.

O presidente norte-americano, Joe Biden, um democrata que no início deste mês pediu ao Congresso que proíba armas de assalto, aumente a verificação de antecedentes e implemente outras medidas de controle de armas, disse que apoia os protestos deste sábado.

"Hoje, jovens de todo o país marcham mais uma vez com @AMarch4OurLives para pedir ao Congresso que aprove uma legislação de segurança de armas de bom senso apoiada pela maioria dos americanos e proprietários de armas", disse Biden em um post no Twitter.

"Eu me junto a eles repetindo meu apelo ao Congresso: faça alguma coisa."

O evento deste ano em Washington tem uma mensagem simples para os líderes políticos, segundo organizadores: "Sua inação está matando americanos".

"Não permitiremos mais que você fique sentado enquanto as pessoas continuam a morrer", disse Trevon Bosley, membro do conselho da MFOL, em comunicado por e-mail.

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