Milhares vão às ruas de NY pedir que Trump divulgue seu imposto de renda

NOVA YORK (Reuters) - Milhares de pessoas saíram às ruas neste sábado para uma manifestação pelo centro de Manhattan exigindo a divulgação das declarações de impostos do presidente Donald Trump, contestando a alegação de que o público não se importa com o assunto.

Organizadores da "Marcha do Imposto" de Nova York, uma das mais de 150 em todo o país e no exterior, querem chamar a atenção para a recusa de Trump em revelar seu histórico fiscal, como seus predecessores da Casa Branca fizeram por mais de 40 anos.

Além das principais cidades dos Estados Unidos, incluindo Washington e Los Angeles, estavam previstas manifestações na Europa, Japão e Nova Zelândia.

A marcha de Manhattan começou com um comício em Bryant Park, atraindo uma multidão estimada por um repórter da Reuters de cerca de 5 mil pessoas, embora nenhuma estimativa oficial estivesse imediatamente disponível. A caminhada percorrendo a Sexta Avenida deveria se dispersar no Central Park.

"Graças a Trump, acredito que divulgar seus impostos quando se candidata a presidente agora tem que ser uma lei", disse a nova-iorquina Marni Halasa, de 51 anos, que chegou com roupas cobertas de notas de dólar falsas e segurando um cartaz onde se lia "Mostre-me o dinheiro!"

Críticos levantaram questões sobre o que o extrato de impostos de Trump diz sobre seu patrimônio líquido e várias alianças comerciais.

Como candidato e como presidente, Trump tem se recusado firmemente em divulgar suas declarações fiscais, citando uma auditoria em curso pelo Serviço Interno de Receita (IRS, na sigla em inglês).

Em setembro, ele disse à ABC News: "Eu não acho que alguém se importe, exceto alguns membros da imprensa".

De acordo com o IRS, Trump pode divulgar sua restituição de impostos mesmo durante a auditoria.

Os organizadores afirmaram que optaram pela tradicional data de 15 de abril para as marchas porque, sendo sábado, atrairia mais pessoas, embora o prazo de apresentação do imposto de renda deste ano tenha sido adiado para terça-feira.

(Por Peter Szekely e Chris Francescani)