Milícia de Rio das Pedras faz serviço ilegal de balsas até metrôs no Rio

Panfleto do novo serviço oferecido pela milícia de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)
Panfleto do novo serviço oferecido pela milícia de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

A milícia de Rio das Pedras, já conhecida por cobrar taxas por serviços ilegais e investir em construções, também ilegais, de alguns prédios – como os dois que desabaram na Favela de Muzema em abril deste ano e deixaram 24 vítimas fatais – agora investe em um novo tipo de serviço.

Desde a última segunda-feira (13), a Associação de Moradores de Rio das Pedras, considerada pelo Ministério Público como um verdadeiro quartel-general de atividades ilícitas do grupo paramilitar que controla a comunidade, passou a oferecer um tipo de transporte aquaviário.

As informações são do jornal Extra.

Foram avistadas duas balsas circulando pela Lagoa da Tijuca e transportando passageiros da Areinha à estação de metrô do Jardim Oceânico. Nesta quarta-feira (15), a Capitania dos Portos apreendeu uma das embarcações.

Visando atrair clientes, o grupo responsável pelo novo transporte declarou que as viagens, ainda em fase de teste, seriam gratuitas até esta sexta-feira (17). Depois disso, cada morador que quiser usufruir do serviço deverá desembolsar R$ 40 mensais no pacote que inclui travessias ilimitadas.

A divulgação do novo transporte foi feita através de um carro de som, que ficou circulando por Rio das Pedras anunciando a viagem de “apenas 15 minutos, sem engarrafamento”. Também foi instalada uma faixa sob um viaduto da Barra para chamar ainda mais atenção para o novo negócio.

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Gabriel Ferrando, delegado da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), afirmou que a principal linha de investigação é de que a milícia esteja por trás desse serviço.

Procurada pela equipe de reportagem do jornal Extra, a Capitania dos Portos informou, por meio de nota, que uma embarcação foi apreendida devido a “inúmeras irregularidades”, desde falta de termo de responsabilidade até identificação de material de salvatagem sem identificação.