Militante pró-democracia é condenado a três meses de prisão em Hong Kong

Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Hong Kong durante a Revolução dos Guarda-Chuvas

Um militante pró-democracia foi condenado nesta quinta-feira em Hong Kong a três meses de prisão, por seu papel na chamada "Revolução dos Guarda-Chuvas", em 2014.

A justiça pronunciou essa condenação - que suscita preocupações a respeito das liberdades na ex-colônia britânica - dias depois que Carrie Lam, favorita de Pequim, foi designada chefe do governo por um comitê eleitoral composto por partidários da China.

Alvin Cheng, de 28 anos, foi condenado por desacato à autoridade, quando se negou a obedecer uma ordem de retirada dos manifestantes no acampamento instalado em um bairro na parte continental de Hong Kong.

Durante esse movimento, os manifestantes, que reclamavam um verdadeiro sufrágio universal, bloquearam bairros inteiros, mas Pequim, não fez qualquer concessão.

Outro militante, Au Yuk-kwan, foi condenado a pagar uma multa de 10.000 dólares (de Hong Kong) e a um mês de cadeia pelos mesmos motios.

O território semiautônomo de Hong Kong possui, em teoria, liberdades inexistentes na China continental, em virtude do princípio "um país, dois sistemas", que prevaleu ao ser devolvido à China em 1997.

Mas, 20 anos depois, muitos habitantes sentem que Pequim não respeita este princípio.