Militar do Bope suspeito de ser segurança de miliciano é exonerado

Sargento do Bope do Rio de Janeiro foi expulso da PM após a comprovação de que fazia a segurança de miliciano. (Foto: Reprodução)
Sargento do Bope do Rio de Janeiro foi expulso da PM após a comprovação de que fazia a segurança de miliciano. (Foto: Reprodução)

Um sargento do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foi exonerado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro por suspeita de fazer a segurança particular do miliciano Marcos Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri.

A decisão com a exclusão do militar, identificado como Leandro Lucas dos Santos, foi publicada no boletim interno do dia 27 de abril, segundo a PM.

Marquinho Catiri foi preso em 2018, em um shopping no bairro Del Castilho, segundo reportagem da TV Globo. Com ele, estavam três policiais militares, sendo dois da ativa, entre eles o sargento do Bope. Um militar do Exército também estava envolvido.

O miliciano, segundo os investigadores, é apontado como chefe do grupo criminoso que atuava nas zonas Oeste e Norte e explorava o serviço de transporte de vans e segurança clandestina. Eles ainda cobravam pelo serviço de tv a cabo ilegal e vendiam de forma parcelada terrenos irregulares.

Apesar da atuação deles era na zona oeste, mas estavam se expandindo para a zona norte do Rio de Janeiro. Também foram apreendidos um carro blindado, quatro armas, carregadores, jóias e dinheiro.

Após a prisão, em conversa informal na delegacia, Leandro afirmou que prestava serviço de segurança para um "empresário" e esqueceu a arma no carro dele. Ao ser ouvido no âmbito do IPM, ele repetiu o mesmo argumento. O ex-integrante do Bope contou que estava de serviço na unidade na data da prisão de Catiri, mas foi liberado pelos superiores para se dirigir à Draco e prestar esclarecimentos.

Dono de duas armas, Leandro relatou que costumava circular com uma à mão e a outra no chão do veículo, justamente a que teria esquecido no carro do patrão "por estar cansado".

Ainda em depoimento, o militar afirmou que trabalhou como segurança de Catiri por cerca de oito meses, mas que o chefe "se apresentou como empresário do ramo de hortaliças e verduras em Teresópolis", na Região Serrana do Rio. O sargento do Bope negou ter ciência de que Marco era miliciano e disse desconhecer até mesmo o apelido pelo qual o paramilitar é conhecido.

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