Militar trans ganha o direito de voltar a antigo posto na Marinha seis anos após ter sido afastada por transição de gênero

·1 min de leitura

Havia um toque de improviso na preparação da cabo da Marinha Allanis Costa, de 31 anos, para sua reintegração nas Forças Armadas, no início de novembro. Ela teve de deixar Londrina (PR), para onde havia se mudado há pouco, às pressas, voltar ao Rio de Janeiro e, ainda, pedir um uniforme emprestado a uma colega enfermeira, também das fileiras navais. Escassas nas prateleiras, as peças femininas, todas na cor branca, eram imprescindíveis para que a militar pudesse, enfim, encerrar a batalha judicial que sucedeu a sua aposentadoria compulsória, há seis anos, por ter se assumido transexual.

Allanis é a primeira militar transexual a voltar à Marinha após ter sido enviada para a reserva contra a vontade, depois de um processo de transição de gênero. Em outubro, ela venceu uma ação contra a Marinha, que foi obrigada a incorporá-la novamente ao seu quadro, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A punição custou R$ 30 mil aos cofres públicos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos