Militares de Bangladesh buscam ajudar milhões isolados por enchentes

Soldados indianos levam pessoas para local seguro após chuvas pesadas em distrito de Hojai

Por Ruma Paul e Zarir Hussain

DHAKA/GUWAHATI, Índia (Reuters) - Militares em pequenos barcos entregavam material de socorro nesta segunda-feira em cidades e vilarejos inundados em Bangladesh, depois que mais de nove milhões de pessoas ficaram isoladas no país e na vizinha Índia após fortes chuvas, disseram autoridades.

Pelo menos 32 pessoas morreram em Bangladesh desde o final da semana passada, após chuvas de monção que provocaram inundações catastróficas na divisão administrativa de Sylhet, no nordeste, deixando cerca de um quarto de sua população de 15 milhões de pessoas presas em meio a águas que sobem rapidamente e rios transbordando.

"As enchentes são as piores em 122 anos na região de Sylhet", disse Atiqul Haque, diretor-geral do Departamento de Gerenciamento de Desastres de Bangladesh, à Reuters, acrescentando que uma dúzia de distritos no norte e nordeste foram inundados.

"As operações de resgate e socorro foram intensificadas, com oficiais do Exército e da Marinha chegando a mais pessoas isoladas pelas enchentes", disse Haque.

Militares em barcos chegavam com água potável e comida para as pessoas que se abrigavam nos andares superiores dos edifícios, mostraram imagens da televisão local.

As autoridades governamentais estão tentando entregar 1.720 toneladas de arroz e 58.000 pacotes de alimentos secos para as comunidades atingidas pelas enchentes, além de comprimidos de purificação de água e medicamentos.

A situação em Bangladesh foi agravada pelas águas que descem das colinas circundantes do Estado indiano de Meghalaya, incluindo algumas das áreas mais úmidas do mundo, como Mawsynram e Cherrapunji, que receberam mais de 970 mm de chuva no domingo, segundo dados do governo.

Em Bangladesh, cerca de 300.000 pessoas foram transferidas para abrigos em Sylhet, mas mais de quatro milhões de pessoas estão presas perto de suas casas.

"A situação ainda é alarmante", disse Mohammad Mosharraf Hossain, administrador-chefe da divisão Sylhet, à Reuters por telefone.

(Por Devjyot Ghoshal)

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