Militares e ministros do STF estreitam relações há menos de um mês do 7 de Setembro

Ministro Luiz Fux assiste a apresentação de programa do STF para combater a desinformação nas eleições no Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Ministro Luiz Fux assiste a apresentação de programa do STF para combater a desinformação nas eleições no Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Há menos de um mês para o 7 de Setembro, a relação entre militares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem se estreitado. Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro (PL), que continua atacando o tribunal e colocando os ministros como seus inimigos, a conversa entre os magistrados e os militares tem sido constante, de acordo com o jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

O ministro Luiz Fux, presidente do presidente do STF, tem escutado em conversas reservadas que os militares desejam celebrar o Bicentenário da Independência, e não vão transformar a data em um ato político.

Fux, porém, não irá ao desfile militar, o primeiro após dois anos de pandemia, por compreender que precisará estruturar a segurança do tribunal, tal como fez em 2021.

Sobre as eleições deste ano, os militares têm afirmado a outros ministros que respeitarão os resultados que vierem das urnas. Eles também têm boas expectativas para o fim do mandato de Edson Fachin como presidente e o começo do período de Alexandre de Moraes à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A relação entre o TSE e parte dos generais ficou estremecida justamente quando o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, passou a atacar as urnas, a mando de Bolsonaro.

Embora o presidente da república tenha Alexandre como um seus principais alvos, ele é tido como um “homem cordial e do diálogo”, nas palavras confessas de um general quatro estrelas da ativa.

Com relação a Rosa Weber, que assume o STF logo após o feriado da Independência, a expectativa também é de uma boa relação. De acordo com este mesmo general, a ministra é “equilibrada”.

Weber é bastante reservada e não costuma proferir opiniões a respeito da crise institucional fomentada por Bolsonaro — comportamento que também agrada os milicos.