Militares que trabalhavam na presidência foram a atos golpistas em quartel

Relatório revela que alguns participaram de grupo em que foram compartilhadas mensagens antidemocráticas e ameaças a Lula

Apoiadores golpistas de Jair Bolsonaro invadem o Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 8 de janeiro, 2023 (Foto: TON MOLINA/AFP via Getty Images)
Apoiadores golpistas de Jair Bolsonaro invadem o Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 8 de janeiro, 2023 (Foto: TON MOLINA/AFP via Getty Images)

Pelo menos oito militares da ativa que trabalhavam na Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) compareceram no ano passado a atos golpistas em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.

A informação é do jornal Folha de S. Paulo com base em um relatório em posse do Ministério da Justiça. Segundo a publicação, o documento revela que alguns participaram de grupo de WhatsApp em que foram compartilhadas mensagens antidemocráticas e ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Citados no relatório

  • Alexandre Nunes;

  • Márcio Valverde;

  • Pessoa identificada como sargento Azevedo, da Aeronáutica;

  • Ronaldo Ribeiro Travassos;

  • Estevão Soares;

  • Thiago Cardoso;

  • Marcos Chiele;

  • Fernando Carneiro Filho.

O que bolsonaristas fazem em frente a quartéis do Exército?

  • Não aceitam a vitória de Lula na eleição presidencial;

  • Pedem golpe das Forças Armadas;

  • Disseminam pautas antidemocráticas.

Bolsonaristas no quartel no DF

O acampamento em Brasília abrigou apoiadores do ex-presidente envolvido em ao menos três episódios violentos:

Acampamento desmontado

Um dia depois da invasão da Praça dos Três Poderes, em 9 de janeiro, por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, o acampamento de bolsonaristas radicais foi esvaziado pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Outro lado

Ao jornal Folha de S. Paulo, Thiago Cardoso alegou ter participado de orações pelo país nas vigílias realizadas em frente ao quartel.

Estevão Soares afirmou que saiu do grupo de WhatsApp tão logo percebeu o desvio de finalidade e por não concordar com o conteúdo de algumas postagens.

Ronaldo Ribeiro Travassos disse que não comentaria suas falas e que não sabia se era ele mesmo nos áudios.

A reportagem não conseguiu contato com os demais citados.