Milton Ribeiro preso: MEC diz ‘não compactuar’ com atividades irregulares

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso pela Polícia Federal (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso pela Polícia Federal (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Pasta emitiu nota oficial

  • Ministério afirma que irá colaborar com as investigações

  • Milton Ribeiro foi substituído no cargo por seu ex-secretário executivo em março

O Ministério da Educação (MEC) se pronunciou sobre a prisão do ex-ministro da pasta Milton Ribeiro pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (22). O aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de busca e apreensão por acusações de corrupção envolvendo pastores evangélicos e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Em nota, o MEC diz que o governo federal “não compactua com qualquer ato irregular”. Afirmou também que irá colaborar com as investigações “no sentido de esclarecer todas as questões”.

“O MEC reforça que continua contribuindo com os órgãos de controle para que os fatos sejam esclarecidos com a maior brevidade possível”, conclui o comunicado.

Atualmente, o ministro da Educação é Victor Godoy, que foi secretário-executivo de Milton Ribeiro, quando ele encabeçou a pasta. Godoy despacha normalmente na sede do MEC, em Brasília, nesta quarta-feira.

Bolsonaro: 'Que responda pelos atos dele'

O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou em entrevista à rádio Itatiaia nesta quarta-feira (22) sobre a ordem de prisão contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Segundo ele, Ribeiro deve responder pelos atos dele.

“Se tem prisão, é Polícia Federal, é sinal de que a Polícia Federal está agindo. Ele responda pelos atos dele. Peço a Deus que não tenha problema nenhum. Mas, se tem algum problema, a PF está agindo, está investigando, é um sinal que eu não interfiro na PF, porque isso aí vai respingar em mim, obviamente", afirmou Bolsonaro.

Em março, Bolsonaro chegou a dizer que “colocaria a cara no fogo” pelo aliado. A declaração foi dada durante uma das transmissões ao vivo do presidente, mesmo mês no qual Ribeiro deixou o Ministério da Educação após suspeitas de lobby de pastores evangélicos na pasta.