Milton Ribeiro tentou colocar pastor Arilton no MEC

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro tentou colocar o pastor Arilton Moura em seu gabinete, aponta relatório da CHU (Controladoria-Geral da União). Segundo o Estado de S. Paulo, a informação foi relatada ao órgão por Victor Godoy Veiga, atual chefe do Ministério da Educação (MEC).

De acordo com o jornal, o parecer revela que Veiga contou que a “intenção inicial” de Ribeiro “era nomear o próprio pastor Arilton Moura para um cargo no MEC”. Como não havia disponibilidade no gabinete do ministro, Veiga, que ocupava o cargo de secretário-executivo do ministério, disse que ofereceu uma outra vaga.

O pastor Arilton Moura foi entrevistado pelo secretário-executivo adjunto do MEC, José de Castro Barreto Júnior, para ser assessor, com um salário de R$ 10.373,30, em uma das quatro diretorias da secretaria-executiva.

“O pastor Arilton mostrou-se descontente com a remuneração do cargo”, relata a CGU. “Teria externado sua insatisfação, inclusive, na frente de outros servidores da pasta, em reuniões do MEC que contaram com a presença do ministro Milton Ribeiro e requereu que lhe fosse disponibilizado outro com melhor vencimento.”

A nomeação foi barrada pela Casa Civil e, de acordo com a CGU, o ministério disse ao MEC que “os resultados das pesquisas de informações a respeito do postulante ao cargo não foram favoráveis à nomeação”.

Foi nomeado, então, o advogado Luciano de Freitas Musse. O chefe de gabinete do ministro no MEC, Djaci Vieira de Sousa, contou que já se sabia internamente que Musse tinha feito parte da comitiva dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, informou o Estado de S. Paulo. Antes de entrar no MEC, Musse acompanhava os pastores em agendas no gabinete de Milton Ribeiro.

Na semana passada, aconteceu a operação Acesso Pago, deflagrada pela PF (Polícia Federal). Musse, os pastores, Milton Ribeiro e Helder Bartolomeu —genro de Arilton Moura— foram presos, mas acabaram soltos por ordem do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Em março, o jornal Estado de S. Paulo revelou o “gabinete paralelo” instalado no Ministério da Educação.

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