Minério de ferro segue para 5ª queda semanal por preocupações com demanda da China

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Bobinas de aço

Por Enrico Dela Cruz

(Reuters) - Os preços do minério de ferro estavam a caminho de uma quinta queda semanal consecutiva na sexta-feira, com as preocupações pela fraca demanda por matéria-prima na principal produtora de aço, a China, superando as esperanças de um afrouxamento nas restrições ao financiamento no setor imobiliário do país, abalado por dívidas.

O minério de ferro mais negociado para entrega em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 1,6%, a 546,50 iuanes (85,48 dólares) a tonelada, e estava a caminho de uma queda semanal de quase 3%.

O contrato do minério de ferro para dezembro na Bolsa de Valores de Cingapura caía mais de 4%, para 88,35 dólares a tonelada, no início da manhã (horário de Brasília), com queda de cerca de 3% em relação à semana passada.

O minério de ferro spot na China foi negociado na sexta-feira a uma mínima de 18 meses, 90 dólares a tonelada, queda de cerca de 5% esta semana, de acordo com dados da consultoria SteelHome.

Os traders ficaram cautelosos após uma recuperação nos mercados futuros de elementos ferrosos da China na quinta-feira, impulsionada pelo China Evergrande Group fazendo pagamento de última hora para alguns detentores de títulos e conversas sobre um potencial afrouxamento do crédito no setor imobiliário. O setor é responsável por cerca de um quarto da demanda doméstica de aço.

"A questão é mais sobre os detalhes da implementação", disseram analistas da J.P. Morgan em uma nota, referindo-se às possíveis medidas de flexibilização do crédito.

Mesmo assim, a China se manterá firme nas políticas para conter o excesso de empréstimos por parte dos incorporadores imobiliários, ao mesmo tempo que faz ajustes de financiamento para ajudar os compradores de imóveis e atender à demanda "razoável" em meio a uma crise de liquidez em todo o setor, dizem banqueiros e analistas.

Somando-se às perspectivas pessimistas para a demanda de aço e minério de ferro da China, a ArcelorMittal --maior siderúrgica do mundo-- disse que prevê uma leve contração na demanda de aço chinesa em 2021, citando o setor imobiliário do país.

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai caiu 2,3% após um salto de 5% na sessão anterior, enquanto a bobina a quente caiu 1%. O aço inoxidável caiu 2,1%.

O carvão metalúrgico em Dalian caiu 4,9%, enquanto o coque recuou 2,9%.

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