Min Yoongi, do BTS, lança 2ª mixtape solo; MV de 'Daechwita' traz elementos históricos

Louise Queiroga

Até o lançamento da mixtape "D-2" nesta sexta-feira, feita pelo rapper, compositor, produtor e dançarino Min Yoongi, integrante do BTS, os fãs vivenciaram uma semana de suspense devido à misteriosa divulgação da gravadora BigHit Entertainment. O primeiro post da empresa mostrava uma imagem de fundo cinza embaçado, dizendo apenas "D-7". O segundo, no dia seguinte, trazia "D-6", e assim por diante. Até que na quinta-feira o perfil do artista na Apple Music foi atualizado com uma imagem nova e sanou as dúvidas dos armys, como são chamados os fãs do BTS. A hasgtag #AGUSTD2 entrou para os assuntos mais comentados do Twitter nesta sexta-feira e o MV de "Daechwita" ficou em 1º no YouTube.

O termo "Daechwita" refere-se ao estilo musical de "grandes sopros e pancadas" que remonta da época do final da dinastia Joseon (1392-1897) no que hoje e o territorio da Coreia do Sul. A daechwita mescla batidas ao som dos instrumentos musicais tradicionais coreanos. Atualmente, e tocada na troca da guarda em dois palácios em Seul.

Em trabalhos solo, Yoongi adota a persona Agust D, que ao contrário é DT Suga (sendo DT referente a Daegu town). O rapper, cujo nome artístico no BTS é Suga, nasceu na cidade de Daegu, na Coreia do Sul, e não esconde o orgulho que sente de suas origens.

O MV dessa canção, repleto de referências históricas referentes à cultura da Coreia do Sul, já havia somado 16 milhões de visualizações num intervalo de apenas 12 horas.

Situado em um palácio, Agust D interpreta dois personagens. Equanto um é rei, o outro é um homem que foi preso e condenado à morte. Mas no momento da execução, ele é liberado pelo carrasco. Com uma arma em punho, atira na direção da sua outra versão, e o vídeo termina. As vestimentas variam entre o tradicional Hanbok e roupas modernas.

— Eu me tornei mais maduro em comparação a 2016 — disse o rapper à "Time".

Sobre as diferenças entre seu trabalho solo e o feito no BTS, Yoongi apontou na entrevista que, como Agust D, ele pode se "expressar abertamente" e "mostrar um lado mais cru". Quanto às semelhanças, o artista indicou que as músicas falam sobre "sonhos e esperança" em ambas situações.

— O primeiro pensamento que tive foi que queria experimentar a música tocada durante a caminhada cerimonial do rei, então, naturalmente, os elementos coreanos acabaram sendo um componente essencial para a faixa e para o videoclipe — relatou ele à revista americana.

O videoclipe ainda conta com uma pequena participação dos integrantes do BTS Jin e Jungkook, que se esbarram numa cena e começam a trocar socos, provocando uma reação cômica entre os fãs, satisfeitos em identficá-los no videoclipe.

 

Outro acontecimento que chamou atenção nas redes sociais foi que, nos bastidores da gravação do videoclipe, o integrante do BTS Jung Hoseok, conhecido também como J-Hope, mandou um foodtruck personalizado.

 

A segunda mixtape, "D-2", lançada quatro anos após a primeira, contém 10 faixas, incluindo uma feita com o amigo e colega de grupo Kim Namjoon, o RM, líder do BTS. Assim como no trabalho anterior, Yoongi participou da composição musical de "D-2" e da escrita das letras das faixas.

"Eu tenho tudo o que queria, o que mais me faz sentir contente / eu queria roupas, roupas, dinheiro, dinheiro e objetivo agora, o que vem a seguir / Sim, o que vem a seguir, aqui vem a minha verificação da realidade, não há lugar mais alto / eu só olhei para cima e agora quero olhar para baixo e colocar os pés no chão / sou rei sou chefe / lembre-se do meu nome", diz trecho da letra de "Daechwita, a música-título.