'Minha avó ligou e disse que não era seguro retornar', diz atleta bielorrussa que deixou Olimpíada de Tóquio

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A atleta bielorrusa Krystsina Tsimanouskaya, que recebeu asilo diplomático na Polônia, afirmou nesta quinta-feira à agência de notícias "Reuters" que um telefonema de sua avó evitou que pegasse o avião de volta a Belarus, por temer pela própria segurança. Tsimanouskaya afirmou ter sido forçada por membros da delegação de Belarus a retornar ao país após reclamar de sua inclusão no revezamento 4x400m metros na Olimpíada de Tóquio, quando deveria competir nos 100m e nos 200m rasos.

Segundo a atleta, que chegou a Varsóvia no início desta semana, foi conduzida ao aeroporto de Tóquio por seus treinadores, e disse ter recebido a ligação da avó no caminho. Na chegada ao aeroporto, ela conseguiu se desvencilhar da comissão técnica ao procurar policiais. O Comitê Olímpico de Belarus é presidido por Viktor Lukashenko, filho do presidente bielorrusso Aleksandr Lukashenko, que está no poder desde 1994 e cuja última vitória eleitoral, no ano passado, foi cercada por acusações de fraude e de repressão a oposicionistas.

- Minha avó me ligou quando eles já estavam me conduzindo para o aeroporto de carro. Eu tive literalmente dez segundos. Ela me ligou, e tudo o que disse foi: "Por favor, não volte a Belarus, não é seguro". E desligou. Eu gostaria de voltar para Belarus, amo meu país. Não traí meu país e espero que um dia eu tenha a possibilidade de voltar - disse a atleta.

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