‘Minha candidatura é necessária porque outras forças de esquerda viraram liberais’, diz Eduardo Serra em entrevista

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O candidato do PCB ao governo do Rio, Eduardo Serra, diz que não vê utopia em defender plataforma ‘anticapitalista’ nas eleições e defende não pagar dívida com a União para reduzir a crise econômica no estado. Em entrevista, ele fala também sobre a fragmentação da esquerda e o papel da sua candidatura no grupo.

Sua candidatura não fragmenta ainda mais o campo da esquerda?

No segundo turno há uma convergência natural de forças. Nosso inimigo é o Bolsonaro e o bolsonarismo aqui no Rio é Cláudio Castro. Sentimos a necessidade de apresentar um programa claramente de esquerda, porque infelizmente outras forças desse campo estão se apresentando com programas em parte liberais, que falam em alianças amplas, em ter secretariado técnico e não político. Quero técnicos competentes, mas com a política de esquerda na cabeça.

Um projeto anticapitalista não é utopia para um candidato a governador?

Os problemas econômicos do Rio estão associados aos problemas nacionais. Temos um regime de recuperação fiscal, uma dívida com a União, que a nosso ver deveria ser extinta. Não é justo que a relação da União com os estados seja como de um banco privado com o seu tomador de empréstimo. A proposta é uma mobilização da sociedade do Rio para fazer pressão e zerar essa dívida. Uma consulta à população, que vai apoiar, porque a dívida é impagável.

Em entrevista exclusiva para assinantes, Eduardo Serra comenta as razões a que atribui o desempenho de 4% a 5% nas pesquisas, apesar de não ser muito conhecido pela população, e explica por que considera insuficiente a frente ampla proposta pelo candidato do PSB, Marcelo Freixo.

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