Ministério da Justiça se posicionou contra atitude de Bolsonaro de participar de protestos

Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, defendeu medidas de isolamento social publicamente na última semana (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Em 16 de março, um dia depois do presidente Jair Bolsonaro sair às ruas para participar de manifestação a favor dele, o Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, deu um parecer contra a atitude. As informações foram conseguidas pela coluna do jornalista Guilherme Amado, da Revista Época, via Lei de Acesso à Informação.

E nos siga no Google News:

Yahoo Notícias | Yahoo Finanças | Yahoo Esportes | Yahoo Vida e Estilo

Segundo o documento, “tratados internacionais preveem e validam a imposição de medidas de restrição da circulação de pessoas em casos de risco à saúde pública”. O parecer foi assinado pelo coordenador-geral de Atos Normativos em Matéria Cível, Valmirio Gadelha.

O documento ainda alerta sobre a situação da China e da Itália para justificar medidas como a quarentena e o isolamento social. O texto foi usado como base para regulamentar essas medidas no país.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Além do parecer do Ministério da Justiça, o ministro Sergio Moro também apoiou publicamente o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Na última quinta-feira, em entrevista à Rádio Gaúcha, Moro defendeu o isolamento social e afirmou que “a prudência recomenda seguir as orientações técnicas”.

Leia também

Além de Moro, a esposa do ministro, Rosangela Moro, defendeu Mandetta. Em um post no Instagram, ela afirmou que é importante acreditar na ciência e escreveu “em Mandetta I trust”, ou seja, “em Mandetta eu confio”. O post, no entanto, foi apagado rapidamente.