Ministério da Agricultura anuncia três novos lotes de cerveja contaminados

Paula Ferreira
Dietilenoglicol foi encontrada em cervejas da Backer, mas empresa diz que não usa substância tóxica no processo de fabricação.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encontrou dietilenoglicol em mais três lotes da cerveja Belohorizontina. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo órgão. No total, segundo o Mapa, seis lotes da cerveja contêm a substância: L2 1354, L2 1348,  L2 1197, L2 1604, L2 1455, L2 1464. Além da Belorizontina, um lote da Cerveja Capixaba, outro rótulo da empresa, também apresentou dietilenoglicol, com numeração também L2 1348.

Segundo o Mapa, a água utilizada na produção das cervejas, feitas pela Cervejaria Backer, estava contaminada com a substância dietilenoglicol. Duas mortes por síndrome nefroneural, que podem estar relacionadas com a ingestão da cerveja, já foram confirmadas.

A força-tarefa que investiga o caso aponta três hipóteses para a contaminação da água utilizada na produção da cerveja: sabotagem,vazamento no tanque de resfriamento ou utilização indevida do dietilenoglicol durante a produção.

Embora a empresa Backer afirme que não utiliza o dietilenoglicol na produção, a substância pode acabar sendo gerada a partir de reações do monoetilenoglicol.

Segundo o Mapa, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, afastando a possibilidade de ser um evento relacionado ao lote ou tanque específico.