Ministério da Economia diminui previsão de crescimento de 2023 para 2,1%

O Ministério da Economia revisou para baixo sua previsão de crescimento para 2023 de 2,5% para 2,1%, de acordo com o boletim Macrofiscal publicado nesta quinta-feira.

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Segundo o documento elaborado pela Secretaria de Política Econômica, a revisão aconteceu por conta de mudanças na economia internacional, com elevação dos juros nos países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, o que afeta o crescimento global.

“O aumento na taxa de juros neste país afeta as condições financeiras e o crescimento da atividade no resto do mundo”, aponta o boletim.

Mesmo depois da revisão, a previsão ainda é mais otimista do que a do mercado. De acordo com o boletim Focus, que reúne as projeções de bancos e corretoras, a projeção atual é de crescimento de 0,7% no próximo ano.

Para 2022, a Secretaria de Política Econômica da pasta manteve a previsão de 2,5% publicada em setembro. Esse número está próximo dos 2,77% projetados pelo mercado.

O boletim aponta que houve uma forte recuperação da atividade no segundo trimestre deste ano, mas uma desaceleração no terceiro trimestre por conta do desempenho da indústria e comércio. O setor de serviços é um dos destaques que continua em expansão.

A Secretaria de Política Econômica ainda sublinhou que há pontos de atenção que podem impactar a atividade deste ano, como os impactos da guerra na Ucrânia e a desaceleração do crescimento global.

“As quebras de cadeias globais de produção e distribuição afetando a oferta e redução do comércio internacional estão entre os desdobramentos desses fatores que podem impactar, em segunda ordem, o PIB de 2022”, disse.

Inflação

Para a inflação de 2022, a Secretaria diminuiu sua projeção de 6,3% para 5,85%, bem próximo do patamar esperado pelo mercado de 5,82%, de acordo com o Focus.

“Os principais fatores para alteração da projeção de inflação foram a redução dos preços administrados, menor pressão dos bens industriais e alimentos e estabilização dos preços de serviços”, aponta.

Em 2023, a projeção ficou em 4,6%, abaixo dos 4,94% esperados pelo mercado. Nesse patamar, o índice ficaria já dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação de 3,25%, que pode variar 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As expectativas do boletim servem como parâmetros para o relatório de Avaliação de Receita e Despesas. Esse documento é utilizado como base para decisões do governo de estabelecer contingenciamentos ou desbloquear recursos.