Ministério da Economia foi contra cláusula que facilitaria compra de vacinas da Pfizer, diz número dois de Pazuello

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O ex-secretário Executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou durante depoimento na CPI da Covid que o Ministério da Economia foi responsável por não incluir em Medida Provisória uma cláusula que viabilizaria a compra de vacinas da Pfizer. Diante da afirmação, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), sugeriu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, seja ouvido.

Embora houvesse aprovação de outros órgãos do governo, segundo Franco, a retirada de um trecho da MP que permitiria a compra do imunizante da Pfizer foi feita após discordância da pasta.

Franco afirmou que não havia consenso quanto à inclusão do dispositivo na MP. Diante da resposta, foi questionado pelo vice-presidente da Comissão, Randolfe Rodrigues, sobre a afirmação já que a Controladoria Geral da União, a Advocacia Geral da União e o Ministério da Justiça assinaram a minuta.

— Houve falta de consenso entre as jurídicas dos ministérios. Nesse caso, o Ministério da Economia— disse. — O Ministério da Economia não participou desse consenso, foi ele que discordava dessa situação com relação a essas cláusulas.

— Então vamos ter que convocar o ministro Paulo Guedes, que ele que impediu que a gente tivesse uma medida provisória para garantir vacinas aos brasileiros em janeiro — disse o senador.

Franco afirmou então que se reunia com técnicos da pasta e não com o ministro.

— Eu não citei o ministro Paulo Guedes, citei o Ministério da Economia.