Ministério da Economia nega que auxílio emergencial possa se tornar permanente

Gabriel Shinohara
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Agência da Caixa em Campo Grande tem aglomeração para saque do auxílio emergencial
Agência da Caixa em Campo Grande tem aglomeração para saque do auxílio emergencial

BRASÍLIA - O Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira uma nota em que nega que o auxílio emergencial de R$ 600 possa se tornar permanente. A nota diz que as despesas criadas para o combate à crise do coronavírus devem ser restritas a 2020.

Em uma transmissão ao vivo na segunda-feira, o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, levantou a possibilidade de que algumas medidas emergenciais de enfrentamento à crise podem “ter vindo para ficar” e citou o auxílio.

“(...) o Ministério da Economia esclarece que tem tomado medidas de caráter temporário para combater os efeitos da pandemia. As despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública”, diz a nota.

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A pasta sublinhou que o compromisso com o teto de gastos dá "credibilidade" e ajuda a promover investimentos no país.

O ministério disse, porém, que vai "avaliar a efetividade dos programas de transferência de renda e desenhar propostas de melhorias". A pasta enfatizou que o governo “está preocupado em preservar vidas e a atividade econômica” e que, por isso, "projetos para a reativação da economia estão em estudo e serão divulgados no momento oportuno”.

Nas últimas semanas, trabalhadores fizeram filas até debaixo de chuva nas agências da Caixa para receber o auxílio. Segundo estimativas do governo há 17 milhões de pedidos represados.

A grande demanda surpreendeu especialistas. Muitos defendem que o pagamento do benefício seja mantido após a pandemia.

A estimativa é que esses "trabahadores invisíveis", pois não estavam nos cadastros do governo, sejam 40% da população em idade ativa ou seis vezes o tamanho da população de Portugal. O governo teve até que pedir à Casa da Moeda para imprimir cédulas, com objetivo de fazer o pagamento.