Ministério da Justiça e PGR se reúnem para acompanhar caso de jornalista e indigenista desaparecidos na Amazônia

O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, se reuniram nesta segunda-feira para acompanhar o caso do indigenista Bruno Araújo Pereira, da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian. Pereira e Philips desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia, quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte.

Bruno Araújo era alvo constante de ameaças pelo trabalho que vinha fazendo juntos aos indígenas contra invasores na região, pescadores, garimpeiros e madeireiros. O Vale do Javari é a região com a maior concentração de povos isolados do mundo.

Em nota divulgada após o encontro, o Ministério da Justiça afirmou ter iniciado operações na área para encontrar os dois.

"Desde que tomou conhecimento, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou operações na região amazônica do Vale do Javari juntamente com a Marinha do Brasil para encontrar o indigenista Bruno Araújo Pereira, servidor da Funai, e o jornalista inglês Dom Philips, colaborador do jornal The Guardian. As operações ocorrem concomitantemente por meio aéreo, marítimo e terrestre e por determinação do Ministério da Justiça, a procura pelo indigenista e jornalista conta com equipes da Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública e FUNAI", diz nota divulgada no início da noite desta segunda-feira.

Mais cedo, a Polícia Federal, Marinha e a Força Nacional também se reuniram para tratar da logística das buscas. Os agentes estão fazendo varreduras no trecho onde teria ocorrido o desaparecimento.

De acordo com lideranças da Univaja, os dois se deslocaram com o objetivo de visitar a equipe de Vigilância Indígena que se encontra próxima à localidade chamada Lago do Jaburu (próxima da Base de Vigilância da Funai no rio Ituí), para que o jornalista visitasse o local e fizesse algumas entrevistas com os indígenas. Ele trabalha como correspondente no Brasil há mais de 15 anos, mas desde 2021 se dedica ao livro "Como salvar a Amazônia?", motivo que o levou, inclusive, a retornar à região dessa vez.

Os dois chegaram no local de destino (Lago do Jaburu) no dia 03 de junho de 2022, às 19h25. No dia 05, os dois retornaram logo cedo para a cidade de Atalaia do Norte. No entanto, antes eles pararam na comunidade São Rafael, em uma visita previamente agendada, para que o indigenista Bruno Pereira fizesse uma reunião com o comunitário apelidado de “Churrasco”, com o objetivo de consolidar trabalhos conjuntos entre ribeirinhos e indígenas na vigilância do território, bastante afetado pelas intensas invasões.

Mais cedo, nesta segunda-feira, a embaixada do Reino Unido no Brasil informou que está em contato direto com o governo brasileiro, em busca de notícias do jornalista britânico.

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