Ministério da Saúde afirma que alterações de dados pessoais no sistema do ConecteSUS foram feitas por um operador credenciado à pasta

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RIO — O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que as alterações de dados pessoais no sistema do aplicativo Conecte SUS foram feitas por um operador credenciado à pasta, e não por um servidor. Segundo o órgão, o funcionário teve o seu acesso à plataforma bloqueado. Na terça-feira, o microbiologista e divulgador científico Atila Iamarino relatou em uma publicação nas redes sociais que seu nome, o nome de sua mãe e a sua nacionalidade passaram por uma modificação no certificado de vacinação online. Os invasores também teriam tentado alterar o status para óbito, mas não conseguiram.

Com ajuda de seu advogado, Atila disse que requisitou ao Ministério da Saúde a correção e esclarecimento sobre quem teve acesso a seus dados.

— Não preciso do certificado agora e já pedi a correção. Mas a sensação de ter dados sensíveis alterados assim não passa com o reparo. É inadmissível ter os dados alterados dentro do órgão oficial que deveria prezar pela nossa informação — escreveu.

Na publicação, alguns internautas também informaram alterações nos dados do programa. Um usuário escreveu que no sistema consta que ele teria feito um exame para Covid-19 no Rio de Janeiro, mas ele nunca realizou o procedimento e nunca esteve no estado fluminense.

De acordo com a pasta, medidas já estão sendo tomadas para restaurar os cadastros e bloquear os responsáveis pelas alterações indevidas. Pessoas que tiverem o mesmo problema são orientadas a procurar a ouvidoria do Ministério da Saúde, por meio do número 136.

Casos anteriores

No final de outubro, os youtubers Felipe Neto, Felipe Castanhari e Nyvi Estephan, e o político Guilherme Boulos também tiveram seus dados adulterados. Segundo o casal Castanhari e Nyvi, termos pejorativos e sexistas foram escritos no lugar de seus nomes nos comprovantes eletrônicos de vacinação contra a Covid-19, que foram obtidos no aplicativo Conecte SUS.

Na ocasião, o Ministério da Saúde afirma que "as alterações indevidas foram corrigidas" e que os acessos dos usuários que fizeram a modificação dos dados "foram bloqueados pelo Departamento de Informática da pasta (DataSUS)". As informações são do G1.

O também youtuber Felipe Neto disse que seus dados também teriam sido manipulados e seu óbito ilegalmente registrado no sistema do SUS.

Em julho deste ano, Guilherme Boulos (PSOL), ex-candidato a governador de São Paulo e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), também afirmou ter sofrido uma alteração ilegal no cadastro do Sistema Único de Saúde. No mesmo mês, a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou ter o cadastro no SUS suspenso após ser classificada como morta.

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