Ministério da Saúde afirma que redução de doses da Pfizer para São Paulo foi compensação

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BRASÍLIA— O Ministério da Saúde rebateu a declaração do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a respeito da distribuição de doses de vacina da Pfizer para o estado. Segundo a pasta, o que houve foi uma compensação, uma vez que nas duas últimas pautas de distribuição São Paulo recebeu mais doses do que o previsto de CoronaVac.

Além disso, o secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz, afirmou que não existe percentual fixo de distribuição para cada unidade da federação e que, desde o dia 27 de julho, o governo federal envia doses de acordo com percentual populacional por idade. Cruz explicou ainda que a pasta pactuou com estados e municípios, em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que buscaria equalizar a vacinação em todo Brasil, já que havia muita disparidade entre os estados.

Nesta quarta-feira, Doria afirmou que o Ministério da Saúde estaria boicotando São Paulo ao enviar apenas 228 mil doses da vacina da Pfizer, o que representaria a metade do esperado. Na ocasião, o governador argumentou que o estado recebe cerca de 22% da quantidade total de vacinas a cada entrega, o que não teria ocorrido.

De acordo com o Ministério da Saúde, no dia 30 de julho, o governo de São Paulo teria direito a 620 mil doses de CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan, mas retirou 678 mil doses. Em seguida, no dia 3 de agosto, o estado deveria receber 178,6 mil doses de CoronaVac, mas pegou 271 mil. Com isso, o governo federal compensou a diferença no envio de doses da vacina da Pfizer. O GLOBO apurou que das 2 milhões de doses de CoronaVac entregues nesta quarta-feira ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), São Paulo retirou 452 mil doses, quando teria direito a 382 mil.

— O fato de o Butantan ser localizado em São Paulo, eles podem fazer a retirada direta desse imunizante lá asism como o RJ também faz a retirada direta do imunizante da Astrazeneca. Muitas vezes por falaha de comunicação pode-se retirar quantitativo a mais e por conta da equidade a gente acaba fazendo algumas compensações — afirmou a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

O secretário executivo do Ministério da Saúde afirmou ainda que no início da vacinação os critérios para distribuição eram pautados na quantidade de pessoas pertencentes aos grupos prioritários em cada estado, assim, algumas unidades da federação acabaram recebendo mais doses do que outras e avançando na vacinação. Agora que o PNI segue o critério por faixa etária, Cruz explica que a estratégia é compensar a distribuição de doses para que estados atrasados alcancem aqueles que estão avançados na imunização.

— Não há prejuízo ao estado de São Paulo. Já avançamos nos grupos prioritários, agora estamos avançando por idade, e há uma vontade de se regularizar as pautas para que a gente tenha imunização equânime nos municípios e estados. A gente observa que com o passar dos meses de imunização, alguns estados acabaram recebendo doses quer seja por demanda judicial, para imunizar fronteira ou por questão específica que lá atrás fez sentido por conta da situação pandêmica. Agora o que se pactuou em nota é que vai se avançar de forma equânime para se imunizar toda a população. Não há prejuízo para nenhuma unidade da federação na distribuição das doses — disse Cruz.

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