Ministério da Saúde assina compra de 54 milhões de doses da CoronaVac com Instituto Butantan

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O Ministério da Saúde informou que assinou, na noite desta segunda-feira, o contrato com o Instituto Butantan para a compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela chinesa Sinovac Biotech em parceria com a instituição, vinculada ao governo paulista. Desde o fim de janeiro, o Butantan tem pressionado pela assinatura e informado ao governo federal de que essas vacinas seriam disponibilizadas a outros compradores caso o acordo não fosse oficializado.

Com a nova remessa garantida, o total de doses da CoronaVac chegará a 100 milhões até setembro, segundo o ministério. A Saúde não informou, por outro lado, quando novas doses de vacina serão distribuídas aos estados, num momento em que diversas prefeituras têm interrompido a campanha de vacinação por falta do imunizante.

O ministério informou apenas que 9,3 milhões de doses da CoronaVac e 4 milhões de doses da Fiocruz/Astrazeneca serão entregues ainda em fevereiro.

“Enviamos o contrato à Fundação (Butantan) na quinta-feira passada e trabalhamos no ministério todo o final de semana, e sem feriado também, esperando o contrato assinado”, disse em nota o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

Além da Coronavac, o Ministério da Saúde diz que receberá até dezembro mais 42,5 milhões de doses de vacinas fornecidas pelo Consórcio Covax Facility, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Outro fornecedor de imunizantes contra o novo coronavirus é a Fundação Oswaldo Cruz, com quem estão contratadas mais 222,4 milhões de doses.

“O Ministério da Saúde deverá assinar nos próximos dias contratos de compra com a União Química, que deverá entregar 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, entre março e maio, e com a Precisa Medicamentos, que poderá trazer no mesmo período ao país mais 30 milhões de doses da Covaxin”, diz a pasta.

O uso das doses da Sputnik V e da Covaxin ainda dependem da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “A pasta ainda negocia com outros laboratórios para ampliar, ainda em 2021, as 364,9 milhões de doses que o Brasil tem atualmente contratadas, fora outras 10 milhões que poderá vir a confirmar com os fornecedores da Sputnik V e da Covaxin”.