Ministério da Saúde comprará 46 milhões de doses da CoronaVac, diz governador do Piauí

Gabriel Ponte
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Enfermeira segura dose da CoronaVac em São Paulo

Por Gabriel Ponte

BRASÍLIA (Reuters) - O governador do Estado do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou nesta quarta-feira, após reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que a pasta irá comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac e produzida no país pelo Instituto Butantan.

De acordo com Dias, uma cópia do contrato apresentada durante o encontro prevê a aquisição e entrega das doses do imunizante e o estabelecimento de etapas e prazos.

"Cronograma que começa com a previsão para meados do dia 20 de janeiro com a entrega dos primeiros 9 milhões de doses e, a partir daí, o cronograma até completar aquilo que está contratado", afirmou o governadores a jornalistas após o encontro.

Em nota, o Instituto Butantan informou que encaminhou nesta quarta, em resposta ao Ministério da Saúde, proposta para fornecimento de doses da vacina contra coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir de janeiro de 2021.

"O fornecimento das doses pelo Butantan, caso a pasta federal concorde em adquiri-las, ocorrerá tão logo seja definida a situação de registro da vacina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)", disse o instituto, que é ligado ao governo estadual paulista.

Pazuello já havia anunciado em outubro a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, mas o acordo fora vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, que é desafeto político do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Bolsonaro já minimizou por diversas vezes a CoronaVac e disse que o imunizante não transmite confiança à população devido à sua origem.

O governador do Piauí afirmou, também, que foi informado na reunião que o governo federal prevê iniciar a vacinação em até 21 de janeiro, seja com a CoronaVac ou com outras vacinas em negociação pelo Ministério da Saúde, como a da Pfizer e a da AstraZeneca.

"Acertamos aqui um procedimento que prevê assinatura de contrato, negociações, em condições de até 21 de janeiro, seja via Fiocruz, via Butantan, via Pfizer ou outras, ter as condições de ter o início da vacinação no Brasil. Pode ser antes, mas o cronograma é de não ser depois", disse Dias.