Ministério da Saúde confirma primeiro caso de reinfecção de covid-19 no país

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Médico examina paciente de covid-19 em hospital de campanha em Belém (Pará), em 3 de dezembro de 2020

Uma médica brasileira se infectou duas vezes com covid-19 com um intervalo de quase quatro meses entre os dois diagnósticos, constituindo o primeiro caso de reinfecção do vírus no país, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira (10).

"As análises realizadas permitem confirmar a reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2, após sequenciamento do genoma completo viral que identificou duas linhagens distintas", afirmou o ministério da Saúde, acrescentando que se trata de uma profissional da saúde de 37 anos que circula entre os estados nordestinos da Paraíba e Rio Grande do Norte.

"Ela teve a doença em junho, se curou, e teve resultado positivo novamente em outubro - 116 dias depois do primeiro diagnóstico", acrescenta o comunicado.

A secretaria da Saúde do Rio Grande do Norte confirmou que se trata de uma médica.

O ministério especificou que em setembro, entre os dois diagnósticos, a paciente fez outro teste RT-PCR que não registrou o vírus.

"Ela não teve uma doença mais grave no segundo episódio, o primeiro também não foi grave", explicou o infectologista do Rio Grande do Norte, André Prudente, ao canal de notícias GloboNews.

Prudente informou que a médica teve em ambos os episódios "sintomas leves" como dor de cabeça, no corpo, perda do olfato e paladar, e que "se recuperou bem, agora está 100% recuperada".

Embora seja o primeiro caso confirmado no Brasil, as autoridades regionais de saúde confirmaram que outros casos de reinfecção estão em análise.

Outros países confirmaram casos de segundos contágios, impulsionando o debate sobre a imunidade ao coronavírus.

O Ministério da Saúde reforçou a necessidade do uso contínuo de máscaras, higienização constante das mãos e o uso de álcool em gel.

O Brasil é o segundo país com mais mortes pelo coronavírus no mundo e enfrenta um aumento da pandemia.

Com 212 milhões de habitantes, totaliza 6,7 milhões de casos e quase 179.000 mortos. Mais de 100.000 casos e 1.600 mortes foram registradas nas últimas 48 horas.

Em meio ao avanço da pandemia, questões como as medidas de distanciamento social e o desenvolvimento de um programa de vacinação geraram resistência social e disputas políticas entre o governo federal e as autoridades regionais.

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