Ministério da Saúde descarta varíola dos macacos como causa de morte em MG

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (15) que descartou a suspeita de morte por varíola dos macacos em Minas Gerais, a primeira em investigação no país.

A possibilidade foi descartada pela Funed (Fundação Ezequiel Dias), em Minas Gerais -um dos quatro laboratórios que estão à frente dos casos suspeitos da doença, também conhecida pelo nome em inglês "monkeypox". A fundação ainda investiga as causas da morte do paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, o homem de 41 anos não teve contato com casos suspeitos ou confirmados da doença nem viajou recentemente. Ele morava em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

"Nesta quarta-feira (15), o óbito em investigação no estado de Minas Gerais foi descartado para monkeypox pela Fundação Ezequiel Dias. Trata-se de um homem de 41 anos, sem histórico de viagem e sem contato com caso suspeito ou confirmado para a doença. As causas do óbito ainda estão em investigação", afirmou o ministério em nota.

O Brasil tem cinco casos confirmados de varíola dos macacos, sendo três em São Paulo, um no Rio Grande do Sul e um no Rio de Janeiro. Até o momento, outros oito casos estão em investigação no país.

O Ministério da Saúde afirmou que "as medidas de controle foram adotadas de maneira imediata, como isolamento e rastreamento de contatos em voo internacional com o apoio da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)".

"O Ministério da Saúde, por meio da Sala de Situação e do CIEVS Nacional, segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos", reforçou em nota nesta quarta (15).

As duas últimas suspeitas foram confirmadas nesta terça-feira (14), em São Paulo e no Rio de Janeiro. O último paciente de São Paulo com o diagnóstico confirmado tem 31 anos e voltou à capital paulista no dia 6 de junho depois de uma viagem para a Europa.

No Rio de Janeiro, trata-se de um brasileiro de 38 anos que mora em Londres, na Inglaterra. Ele chegou ao Brasil no dia 11 de junho para uma visita à família. O homem e as pessoas com quem ele teve contato estão em isolamento domiciliar. Segundo o ministério, o quadro clínico é estável.

No começo do mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à Folha que o governo estuda a compra da vacina da varíola para grupos específicos, como profissionais de saúde que vivem em regiões de fronteira ou lidam diretamente com os casos.

Com a erradicação da doença, o imunizante parou de ser aplicado no Brasil em 1979 e não está disponível nem no SUS (Sistema Único de Saúde) nem em clínicas de vacinação privadas.

Em um levantamento feito pela Abcvac (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas) a pedido da Folha, 73% dos associados responderam que aumentou a procura pela vacina.

Os principais sinais e sintomas da varíola dos macacos são febre, erupções na pele e aumento dos gânglios linfáticos (adenomegalia).

A doença já era conhecida, mas vinha sendo registrada principalmente em países africanos. O que deixou a comunidade científica em alerta foi a disseminação rápida do vírus para outros países fora da África.

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