Ministério da Saúde deve receber cerca de 3,7 milhões de doses pediátricas em janeiro

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BRASÍLIA— O Ministério da Saúde deve receber cerca de 3,7 milhões de doses infantis da vacina da Pfizer em janeiro. As entregas serão feitas de maneira escalonada até atingirem cerca de 20 milhões de doses de vacina no primeiro trimestre deste ano. A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes da Saúde que acompanham o cronograma de vacinação.

Estima-se uma população de 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos no país, de modo que este quantitativo será suficiente para garantir a primeira dose de imunização deste público. A decisão do Ministério da Saúde sobre a inclusão do grupo no Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 será anunciada na quarta-feira.

Nesta terça-feira, a pasta realizou uma audiência pública sobre o tema com a presença de médicos e representantes da sociedade civil. Na ocasião, o governo pressionou pela exigência de receita médica para aplicação da vacina em crianças. Secretários estaduais e municipais de saúde, assim como representantes de entidades médicas, são contra a medida. Em consulta pública feita pelo ministério, a maioria das pessoas que participaram também se manifestou contra a exigência de prescrição. Técnicos que assessoram a pasta a respeito do tema têm considerado "absurda" a exigência pretendida pelo ministério e classificam a audiência pública feita pela pasta uma tentativa de descredibilizar as sociedades científicas.

O GLOBO pediu ao Ministério da Saúde dados sobre o cronograma de entrega de doses e sobre o início da vacinação, mas a pasta afirmou que essas informações devem ser detalhadas a partir de quarta-feira. Na última segunda-feira, o ministro Marcelo Queiroga evitou cravar uma data para início da imunização no país e disse apenas que as primeiras doses devem chegar a partir de 10 de janeiro.

— Se as doses chegarem no dia 10, primeiro, (o lote) precisa ser aprovado pela Anvisa. Segundo, precisa passar pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde). E, depois, precisam ser distribuídas. Terceiro: os estados e municípios têm que se adequar às recomendações da Anvisa em relação à vacinação infantil, a não ser que queiram descumprir (essas recomendações) — disse o ministro na segunda-feira.A definição do cronograma para chegada das doses é importante para que a pasta possa definir como será operacionalizada a vacinação de crianças. A expectativa é que a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (Ctai) participe da discussão para definir se haverá grupos prioritários entre as crianças ou se a imunização ocorrerá por idade.

No grupo há defesa dos dois modelos. No caso dos que defendem a vacinação de crianças por idade, o argumento é de que o intervalo entre a disponibilidade de doses é pequeno, o que não prejudicaria pessoas com comorbidades. Outro ponto é a dificuldade de mobilizar os grupos prioritários a exemplo do que ocorreu com a vacinação de adultos, já que, em geral, esse público precisa de laudos comprobatórios, entre outras especificidades.

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