Ministério da Saúde diz que não tem dados consistentes para avaliar se a Covid-19 voltou a aumentar no país

Renata Mariz
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Júlio Nascimento/Presidência
Júlio Nascimento/Presidência

BRASÍLIA — O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse nesta quinta-feira que a pasta não tem "dados consistentes" para dizer se houve acréscimo de casos, internações e óbitos no Brasil. Ele deu a declaração ao ser questionado, em coletiva de imprensa, se há risco de uma segunda onda da Covid-19 no Brasil. E destacou que o ministério vai continuar atendendo as demandas dos estados e municípios.

— Devido à instabilidade no sistema nas últimas duas semanas, decorrente de ataque hacker, nós não temos uma base de dados consistentes fazer uma afirmação se realmente houve ou não um acréscimo na quantidade de casos, internações em leitos clínicos e de UTI, e de óbitos — disse o secretário-executivo, completando:

— Mas o ministério dispõe de uma estrutura adequada para atender as demandas de estados e municípios, seja pelo fornecimento de ventiladores, de EPI, de repasse de recursos para habilitação de leitos e outras políticas de saúde públicas que vêm sendo mantidas e poderão ser demandadas ao ministério.

Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância da pasta, reforçou a resposta, afirmando que "é muito difícil fazer uma previsão se está aumentando ou diminuindo" os casos de Covid-19, "de forma estatisticamente e epidemiologicamente relevantes", após o ataque cibernético. Segundo ele, a pasta está "recuperando os sistemas".