Ministério da Saúde diz que governo só irá comprar vacina após aval da Anvisa

Adriana Mendes
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Júlio Nascimento/Presidência

BRASÍLIA — O secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco, afirmou nesta terça-feira que o governo só irá comprar vacinas contra Covid-19 após os laboratórios conseguirem o registro emergencial ou definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele disse que ficou surpreso com declarações do laboratório Pfizer sobre o protocolo da agência reguladora.

— Nós não nos opomos a qualquer diálogo com a Pfizer. Não temos criado nenhuma dificuldade, apenas primamos pela segurança que solicitem o registro para autorização de uso emergencial. Essa é a condição para a gente poder adquirir (a vacina) porque teremos o aval da Anvisa — disse o secretário, completando:

— Se falta algum dado para ela conseguir autorização junto à Anvisa, ela não nos solicitou.

De acordo com as negociações com o governo, a Pfizer entregaria 2 milhões de vacinas no primeiro semestre de 2021. Um dos maiores problemas seria a logística, já que o imunizante precisa de refrigeração de 70 graus negativos. O secretario afirmou que as exigências da Anvisa são as mesmas da FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos.

Franco também destacou que, no caso de pedido para aplicação da vacina em uso emergencial, o imunizante será designado para uso em grupos específicos e não para vacinação em massa.

Além de obter o registro junto à agência reguladora, ele enfatizou que é necessário que os laboratórios “façam a sua parte” e entreguem doses suficientes para serem distribuídas para uma campanha de vacinação. Também voltou a reforçar que até hoje nenhum laboratório entrou com pedido de registro de vacina no Brasil.

— O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano (nacional de imunização), estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro — disse o secretário-executivo.

O presidente Jair Bolsonaro também questionou ontem os laboratórios que desenvolvem imunizantes por ainda não terem feito pedido de uso emergencial ou de registro na Anvisa.