Ministério da Saúde entrega doses da CoronaVac aos estados e autoriza início de vacinação

Dimitrius Dantas
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SÃO PAULO — O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou durante evento que marcou o início da distribuição da CoronaVac aos estados que a vacinação poderá começar já a partir desta segunda-feira às 17h. O ministro participou de um evento conjunto com governadores antes do envio das doses da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A antecipação da vacinação, que estava prevista para começar na quarta-feira, era um pedido dos governadores ao Ministério da Saúde.

— Fica combinado que a gente distribui tudo hoje e começa ao final do dia às 17h — disse o ministro durante o evento.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que no domingo realizou um evento que marcou a primeira vacinação no Brasil, não foi ao evento e foi representado pelo seu vice, Rodrigo Garcia.

Durante o evento, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), também cobrou o Ministério da Saúde para que se comprometa com a reposição das doses da vacina e a possibilidade de utilização do primeiro lote para outros públicos. Até o momento, o Instituto Butantan não possui autorização para distribuir as doses que são produzidas no Brasil, apenas as vacinas importadas da China.

Em sua resposta, o ministro da Saúde afirmou que a antecipação das outras fases da vacinação não seria possível.

Neste evento, foram distribuídas 4,5 milhões de doses aos estados, divididos de acordo com a população de cada unidade federativa. Outras 1,5 milhão de doses, proporção que pertence a São Paulo, ficaram no estado e já começaram a ser aplicadas neste domingo.

Ao todo, as 6 milhões de doses permitem a vacinação de 3 milhões de pessoas, já que cada pessoa precisa ser vacinada duas vezes.

Após o evento, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), destacou que, no momento, ainda há poucas doses.

— Agora depende de disponibilidade de vacinas, que o Ministério vai definir. O importante é a sociedade entender que existem poucas doses — afirmou.