Ministério da Saúde fará audiência pública para decidir sobre vacinação de crianças

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BRASÍLIA— O Ministério da Saúde vai se posicionar sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos no dia 5 de dezembro. A pasta fará uma audiência pública no dia anterior para decidir sobre o tema e depois anunciará se incluirá ou não esse grupo no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. O ministro Marcelo Queiroga argumentou, neste sábado, que em 2021 houve poucos óbitos de crianças por Covid-19 (143 mortes), o que, segundo ele, mostra que o tema não é urgente.

O tema também será discutido no âmbito da Câmara Técnica Assessora de Imunização (Cetai), que no dia 22 de dezembro divulgará parecer sobre a imunização para essa faixa etária. Em conversa com jornalistas, neste sábado, Queiroga evitou estabelecer data para início da vacinação de crianças.

Na quinta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Após decisão, o presidente Jair Bolsonaro, que já deu diversas declarações antivacina, ameaçou divulgar os nomes de técnicos da agência envolvidos no processo de autorização.

Questionado sobre a mudança de parâmetro em relação ao que ocorreu com a incorporação de outras vacinas e faixas etárias que obtiveram aval da Anvisa, Queiroga negou que haja resistência em adotar a vacina para crianças, mas disse que se trata de um público especial.

O Advogado Geral da União, Bruno Bianco, também participou da conversa e afirmou que o governo responderá aos questionamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) até domingo. Na última sexta-feira, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou um prazo de 48 horas para que o Ministério da Saúde se manifeste sobre o plano de vacinação de crianças contra Covid-19.

— Qual o objetivo da vacina em crianças? Quantos óbitos em crianças? No ano de 2021, 5 a 11 anos, foram 143 óbitos. Não estou menosprezando, toda vida é importante — questionou Queiroga. — A gente vai discutir com a sociedade amplamente. Ninguém pauta o Ministério da Saúde. Por que essa questão é diferente dos outros? Porque é um público especial, são nossas crianças.

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