Ministério da Saúde inclui novos critérios para recomendar medidas de distanciamento social

Leandro Prazeres e Paula Ferreira

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde incluiu novos critérios para orientar estados e municípios em relação a que medidas de distanciamento social elas devem adotar para enfrentar o avanço da epidemia causada pelo novo coronavírus. No plano apresentado nesta segunda-feira, o ministério incluiu critérios como a velocidade de crescimento da epidemia e índices de mobilidade urbana verificadas nas regiões.

O plano apresentado nesta segunda-feira é o primeiro da gestão de Nelson Teich no Ministério da Saúde. Em abril, ainda durante a gestão de Henrique Mandetta, o governo divulgou um plano focado na relação entre número de casos e a capacidade hospitalar instalada na cidade ou no estado.

O plano divulgado nesta segunda prevê um sistema de pontos baseado em quatro critérios: capacidade hospitalar instalada, contexto epidemiológico, velocidade de crescimento e índices de mobilidade urbana.

O cruzamento desses indicadores vai gerar pontuações que irão representar cinco níveis diferentes de risco: risco muito baixo, risco baixo, risco moderado, risco alto e risco muito alto.

Para cada nível de risco, a recomendação será diferente. Nas localidades em que a pontuação indicar um risco muito baixo, a recomendação será para o distanciamento social seletivo I. Para aquelas localidades que atingirem o risco muito alto, a recomendação será a "restrição máxima".

- Essa discussão de uma estratégia não representa definir se quer isolar ou flexibilizar. A discussão é uma metodologia para entender qual a melhor forma de cuidar das pessoas e proteger a sociedade, quando polariza esse tipo de discussão, isso é muito ruim - afirmou o ministro Nelson Teich.