Ministério da Saúde lança campanha para atualizar caderneta de vacinação de crianças e adolescentes

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA — Diante da queda da cobertura vacinal, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira a Campanha Nacional de Multivacinação. Crianças e jovens de até 15 anos poderão atualizar a caderneta de imunização a partir desta sexta-feira. Ao todo, 18 vacinas estarão disponíveis para a população em todo o Brasil.

A ação durará até 29 de outubro em 45 mil postos de vacinação pelo país. Os objetivos são melhorar a taxa de cobertura das vacinas e reduzir a incidência de doenças preveníveis. Como O GLOBO mostrou, essa baixa adesão leva ao risco de surtos de doenças em todo o país.

Entre as vacinas disponíveis, estão BCG, hepatite B, pentavalente, pneumocócica, poliomielite, rotavírus, meningocócica C, febre amarela, tríplice viral, tetraviral, hepatite A, DTP, varicela e HPV. Já para os adolescentes estão incluídas os imunizantes contra HPV, dT, febre amarela, tríplice viral, hepatite B, dTpa e maningocócica ACWY.

— Tenho dois filhos, um de dois anos e outro de 5. Todos estão vacinados, independente da campanha. É um momento de destacar o momento da campanha de vacinação e a pandemia mostrou a força do Sistema Único de Saúde — disse o ministro da Saúde substituto, Rodrigo Cruz, que se emocionou ao falar da família.

Com a cultura da vacinação, consolidada há décadas, o Brasil tem quatro doenças erradicadas: poliomielite, rubéola, Síndrome de Rubéola Congênita e tétano neonatal. Outras estão em tendência de queda: tétano acidental, difteria, meningites e diarreia causada por rotavírus. Já a coqueluche está controlada, segundo a pasta.

— Nós já fazemos campanhas de multivacinação há 20 anos no país. O momento é extremamente importante, visto que já estamos avançados na campanha de vacinação contra a Covid-19. O importante é aproveitarmos esse momento de lançamento e estimular a população (a ir aos postos) — afirmou o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire.

Queda na cobertura

Dados do DataSUS mostram que a cobertura da vacinação está caindo em todo o país desde 2015, o que ameaça a contaminação por doenças já erradicadas. É o caso da poliomielite. O sarampo chegou a ser eliminado do Brasil em 2016, mas o país voltou a registrar surto três anos depois por causa da baixa cobertura.

— O objetivo é evitar que doenças erradicadas voltem e, mais do que isso, proteger as crianças, que são o nosso futuro — continuou Cruz. — São vacinas seguras. A gente incentiva que os pais levem as crianças para que consiga, de uma vez por todas, erradicar essas doenças.

Entre os motivos elencados pela pasta essa queda, estão o desconhecimento sobre a importância e os benefícios da vacinação, fake news, movimento antivacina, medo de reações adversas, horários de funcionamento dos postos de saúde incompatíveis com a rotina dos pais e a falsa ideia de que não é preciso se vacinar, devido ao sucesso da imunização.

— Por que essa campanha se torna mais relevante? Desde 2015, a cobertura vacinal no brasil vem diminuindo. Em 2020 e 2021, percebemos (essa queda) muito mais intensa, reflexo do processo pandêmico — declarou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Para evitar a infecção por coronavírus, o ministério orienta que as vacinas sejam aplicadas em locais abertos e ventilados e que haja local disponível para a lavagem das mãos ou o álcool em gel. Na última quarta-feira, a pasta liberou a vacinação simultânea a todos os imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), incluindo o contra a Covid-19. A única vacina autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para jovens a partir de 12 anos é a da Pfizer.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos