Ministério da Saúde vai liberar quarta dose de vacina contra Covid-19 para pessoas a partir de 50 anos

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quinta-feira a liberação da quarta dose de vacina contra Covid-19 para maiores 50 anos. Ainda não há data, porém, para que a medida entre em vigor.

De acordo com ele, o país tem vacina o suficiente para avançar no segundo reforço para esta faixa etária. O plano da pasta de recomendar a aplicação da quarta dose foi adiantado ontem pelo GLOBO.

Após evento de assinatura da portaria que regulamenta a telessaúde no Brasil, Queiroga admitiu aumento no número de casos de Covid-19 no país e atribuiu o fato às medidas de flexibilização.

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— Já avançamos na primeira dose de reforço, a segunda dose de reforço já está autorizada acima de 60 anos pelo Ministério da Saúde, e vamos ampliar para acima de 50 anos. Nós temos vacinas, o governo federal se preparou para isso. Temos nos últimos 15 dias uma média móvel de óbitos inferior a 120 casos por dia. Há, é claro, um aumento de casos, porque houve uma maior flexibilização. Isso não é só no Brasil, é no mundo todo — afirmou o ministro.

Até o momento, a quarta dose é liberada para pessoas acima de 60 anos e imunossuprimidos. A ampliação da quarta dose para novos públicos segue o que já vem sendo adotado por algumas localidades, como o estado do Mato Grosso do Sul e a prefeitura de Manaus. Em Teresina o cronograma é ainda mais acelerado, prevendo imunização com a quarta dose para pessoas acima de 40 anos.

Questionado sobre a possibilidade de editar uma medida para recomendar uso de máscara em locais fechados, o ministro afirmou que a pasta não pode impor o uso da proteção.

— A máscaras é um direito de cada um fazer o uso da máscara. Nós não impedimos que as pessoas usem máscara, agora impor o uso da máscara, além de não funcionar é muito difícil de fiscalizar — disse.

Nesta quinta-feira, o ministro assinou portaria que regulamenta o uso da telessaúde no Brasil. A medida estabelece parâmetros que permitem a realização de consultas à distância por meio digital. Ao assinar a norma, Queiroga anunciou investimento de R$ 14,8 milhões para informatizar unidades básicas de saúde. A meta do ministério é permitir a realização de consultas à distância em pelo menos 323 municípios do país.

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